Descubra se sua empresa está no Anexo V e quais estratégias legais podem reduzir sua carga tributária.
Se você é empreendedor ou está abrindo um CNPJ, entender o Anexo V ajuda a evitar impostos altos. Neste guia, você aprende como ele funciona, quem se enquadra e quanto se paga.
O que é o Anexo V do Simples Nacional
O Simples Nacional é um regime tributário criado para facilitar o pagamento de impostos das micro e pequenas empresas, reunindo vários tributos em uma única guia mensal. Seu principal objetivo é reduzir a burocracia e tornar a gestão fiscal mais simples para o empreendedor.
Dentro do Simples Nacional, existem cinco anexos, que funcionam como tabelas de tributação. Cada anexo se aplica a tipos específicos de atividades, como comércio, indústria ou prestação de serviços, e define quanto imposto a empresa deve pagar de acordo com o faturamento.
O Anexo V do Simples Nacional é um dos que mais geram dúvidas, pois concentra alíquotas mais altas, especialmente para empresas prestadoras de serviços intelectuais ou especializados.
Por que isso é importante
Quando uma empresa é enquadrada no anexo errado, o impacto no valor dos impostos pode ser significativo. Em muitos casos, o empreendedor acaba pagando mais do que deveria, não por exigência da lei, mas por falta de informação ou de planejamento tributário adequado.
Entender o Anexo correto desde o início ajuda a evitar erros, reduzir custos e manter o negócio financeiramente saudável.
O que caracteriza o Anexo V
O Anexo V reúne atividades intelectuais, técnicas ou especializadas.
São serviços que, em geral, dependem mais do conhecimento do profissional do que de estrutura física ou operação comercial.
Principais características
- Alíquotas iniciais mais elevadas;
- Tributação progressiva conforme o faturamento;
- Forte impacto da folha de pagamento no cálculo;
- Relação direta com o Fator R.
Quais atividades se enquadram no Anexo V
Essa é uma das dúvidas mais comuns no Google.
O enquadramento depende do CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) da empresa.
Exemplos de atividades no Anexo V
- Consultoria empresarial;
- Auditoria;
- Engenharia (algumas modalidades);
- Arquitetura;
- Publicidade e marketing;
- Jornalismo;
- Psicologia;
- Terapias;
- Tecnologia da informação (em alguns casos);
- Administração de empresas;
- Treinamentos e cursos livres.
Atenção: a mesma profissão pode estar no Anexo III ou V, dependendo do Fator R.
Anexo V e MEI: existe relação?
Não.
O MEI não se enquadra no Anexo V.
O Microempreendedor Individual possui um regime próprio, com valores fixos mensais.
Quando isso muda
Se o MEI ultrapassar o limite de faturamento ou optar por migrar para Microempresa (ME), ele pode sim cair no Anexo V.
Por isso, o planejamento deve começar antes do desenquadramento.
Tabela do Anexo V do Simples Nacional
A tabela do Anexo V do Simples Nacional define as alíquotas conforme o faturamento acumulado dos últimos 12 meses (RBT12).
Ela é progressiva e utiliza alíquota nominal e parcela a deduzir, o que impacta diretamente o valor final do imposto.

Essas alíquotas já incluem:
- IRPJ;
- CSLL;
- PIS;
- COFINS;
- CPP;
- ISS.
Conheça as tabelas do Anexo I, Anexo II, Anexo III e Anexo IV.
O que é o Fator R e por que ele muda tudo
O Fator R é um dos conceitos mais importantes do Simples Nacional.
Ele define se a empresa ficará no Anexo III (menos imposto) ou no Anexo V (mais imposto).
Como funciona o Fator R
O cálculo é simples:
Fator R = Folha de pagamento / Receita bruta (últimos 12 meses)
Regra prática
- Fator R ≥ 28% → Anexo III
- Fator R < 28% → Anexo V
Por que o Anexo V é considerado mais caro
O Anexo V possui alíquotas mais altas porque presume:
- Baixa geração de empregos;
- Menor custo operacional;
- Maior margem de lucro intelectual.
Na prática, isso nem sempre reflete a realidade do empreendedor.
Por isso, o planejamento tributário é essencial.
Como reduzir impostos legalmente no Anexo V
Sim, é possível pagar menos imposto dentro da lei.
Estratégias mais comuns
- Aumentar a folha de pagamento Contratar ou formalizar pró-labore pode elevar o Fator R.
- Migrar para o Anexo III Se atingir 28% de Fator R, a economia pode ser significativa.
- Revisar o CNAE Um CNAE incorreto pode gerar enquadramento errado.
- Planejamento desde a abertura Decidir corretamente desde o CNPJ evita retrabalho.
Anexo V x Anexo III: comparação direta

Perguntas frequentes sobre o Anexo V (FAQ)
1. Quem é obrigado a ficar no Anexo V?
Empresas prestadoras de serviços intelectuais com Fator R abaixo de 28%.
2. Posso escolher o Anexo?
Não. O enquadramento é automático, baseado no CNAE e no Fator R.
3. O Anexo V vale a pena?
Depende do faturamento, da estrutura de custos e do planejamento tributário.
4. Posso mudar de Anexo durante o ano?
Sim. O enquadramento pode mudar mês a mês conforme a variação do Fator R.
5. Quem está no Anexo V paga ISS?
Sim. O ISS já está embutido na alíquota do Simples Nacional.
6. Prestador de serviço sempre cai no Anexo V?
Não. Muitos serviços podem ficar no Anexo III, desde que atinjam o Fator R mínimo.
7. Anexo V é o pior regime do Simples?
Não. Ele pode ser adequado dependendo da margem, do modelo de negócio e do volume de faturamento.
Impactos do Anexo V no fluxo de caixa
O Anexo V impacta diretamente o caixa da empresa.
Alíquotas mais altas exigem planejamento financeiro rigoroso.
Pontos de atenção
- Impostos mais elevados nos primeiros meses;
- Necessidade de reserva financeira;
- Atenção ao crescimento rápido do faturamento;
- Risco de inadimplência fiscal sem controle.
Anexo V para profissionais liberais
Muitos profissionais liberais atuam no Anexo V.
Isso inclui:
- Consultores;
- Psicólogos;
- Arquitetos;
- Engenheiros;
- Publicitários;
- Profissionais de tecnologia.
Por que isso importa
Sem planejamento, a carga tributária pode comprometer a rentabilidade.
Anexo V e empresas digitais
Negócios digitais também podem cair no Anexo V.
Exemplos:
- Agências de marketing digital;
- Produtores de cursos online;
- Consultorias remotas;
- Gestores de tráfego.
Esses modelos se beneficiam fortemente de estrutura enxuta e escritório virtual.
Erros comuns no Anexo V
Evitar erros é tão importante quanto pagar menos imposto.
Erros mais frequentes
- Escolher CNAE incorreto;
- Não acompanhar o Fator R mensalmente;
- Não definir pró-labore;
- Crescer sem planejamento tributário;
- Misturar finanças pessoais e empresariais.
Anexo V e fiscalização
Empresas do Anexo V costumam ser mais fiscalizadas.
Motivos:
- Serviços intelectuais;
- Maior risco de omissão de receita;
- Uso indevido do Simples Nacional.
Como se proteger
- Emissão correta de notas fiscais;
- Organização contábil;
- Endereço fiscal regular;
- Acompanhamento profissional.
Anexo V, pró-labore e distribuição de lucros
O pró-labore influencia diretamente o Fator R.
Já a distribuição de lucros, quando feita corretamente, é isenta de imposto.
Boas práticas
- Definir pró-labore compatível com a atividade;
- Registrar tudo na contabilidade;
- Evitar retiradas informais.
O papel do contador no Anexo V
Um contador experiente faz toda a diferença.
Ele analisa:
- CNAE correto;
- Estrutura de custos;
- Pró-labore;
- Possibilidade de migração de Anexo;
- Riscos fiscais.
Para informações oficiais, consulte o Portal do Simples Nacional do Governo Federal:
Anexo V e enquadramento correto no Simples Nacional
O enquadramento no Anexo V do Simples Nacional não é uma escolha do empreendedor.
Ele ocorre de forma automática, com base no CNAE informado na abertura do CNPJ e no cálculo mensal do Fator R.
Por que o enquadramento correto é essencial
Um enquadramento errado pode gerar:
- Pagamento indevido de impostos;
- Multas e autuações fiscais;
- Perda do benefício do Simples Nacional;
- Dificuldade para crescer de forma sustentável.
Por isso, a definição correta do CNAE e o acompanhamento mensal são indispensáveis.
Diferença entre alíquota nominal e alíquota efetiva no Anexo V
Essa é uma das maiores dúvidas de quem pesquisa sobre o Anexo V do Simples Nacional.
A alíquota nominal é a porcentagem indicada na tabela do Anexo V.
Já a alíquota efetiva é o percentual real que a empresa paga após a aplicação da fórmula com a parcela a deduzir.
Por que isso é importante
Muitos empreendedores acreditam que pagarão diretamente 15,5%, 18% ou 30,5%.
Na prática, a alíquota efetiva costuma ser menor do que a nominal, principalmente nas faixas intermediárias.
Entender essa diferença evita erros de precificação e sustos no fluxo de caixa.
Quando o Anexo V deixa de ser vantajoso
Nem sempre permanecer no Anexo V é a melhor opção.
Em alguns cenários, outros regimes podem ser mais eficientes.
Sinais de alerta
- Alíquotas próximas ao teto;
- Baixa margem de lucro;
- Crescimento acelerado;
- Dificuldade em atingir o Fator R;
- Carga tributária comprometendo o caixa.
Nesses casos, a análise deve ser imediata.
Quem paga mais imposto: Anexo V ou Lucro Presumido?
Essa comparação é muito buscada no Google.
A resposta correta é: depende do perfil da empresa.
Quando o Anexo V pode ser mais vantajoso
- Faturamento menor;
- Estrutura enxuta;
- Atividade compatível com o Simples;
- Possibilidade de migrar para o Anexo III via Fator R.
Quando o Lucro Presumido pode ser melhor
- Faturamento elevado;
- Margem de lucro alta;
- Dificuldade em atingir o Fator R;
- Alíquotas do Anexo V próximas ao teto.
Essa decisão deve sempre ser simulada com apoio contábil.
Anexo V e trabalho remoto
Muitas empresas do Anexo V operam de forma 100% remota.
Consultorias, agências, profissionais liberais e empresas digitais não precisam de ponto físico.
O que isso muda na prática
- Redução de custos operacionais;
- Mais flexibilidade;
- Necessidade de endereço fiscal regular;
- Valorização da imagem profissional.
Nesse cenário, soluções modernas ganham espaço.
Como o endereço fiscal ajuda na organização do negócio
Empresas do Anexo V costumam atuar remotamente.
Nesse cenário, o escritório virtual se torna uma solução estratégica.
Benefícios
- Endereço fiscal regularizado;
- Redução de custos fixos;
- Mais profissionalismo;
- Separação entre vida pessoal e empresarial;
- Facilidade na abertura do CNPJ.
Checklist mensal para empresas do Anexo V
Manter controle mensal é essencial.
Checklist prático
- Conferir faturamento do mês;
- Atualizar o RBT12;
- Calcular o Fator R;
- Verificar o Anexo aplicado;
- Emitir notas fiscais corretamente;
- Conferir o DAS antes do pagamento;
- Separar imposto do caixa operacional.
Esse hábito reduz riscos fiscais e melhora a previsibilidade financeira.
Endereço fiscal e Anexo V: exigências legais
Toda empresa precisa de um endereço fiscal válido.
No Anexo V, isso é ainda mais relevante devido à maior fiscalização sobre serviços.
O que a legislação exige
- Endereço apto para registro do CNPJ;
- Possibilidade de recebimento de correspondências oficiais;
- Regularidade perante a Receita Federal e a prefeitura.
O escritório virtual atende a essas exigências de forma legal, econômica e profissional.
Conclusão
O Anexo V do Simples Nacional não precisa ser um problema. Com informação, planejamento e apoio profissional, é possível reduzir impostos, evitar erros e crescer de forma segura.
Se você está abrindo ou reorganizando sua empresa, unir planejamento tributário a um escritório virtual ajuda a reduzir custos e ganhar eficiência.
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