Os erros mais comuns ao registrar marca ou patente e como evitá-los para proteger sua propriedade intelectual desde o início
Ao dar os primeiros passos na criação de um negócio, muitos empreendedores se concentram em desenvolver seus produtos ou serviços, construir um público e gerar vendas. No entanto, um ponto frequentemente negligenciado e que pode causar prejuízos irreparáveis é o registro de marca ou de patente. A proteção da propriedade intelectual é essencial para garantir que o que foi criado com esforço e investimento não seja copiado ou apropriado por terceiros.
Seja no caso de uma marca comercial ou de uma invenção industrial, o processo de registro exige atenção, conhecimento técnico e estratégia. Muitos erros comuns ocorrem exatamente por desconhecimento das regras ou por excesso de confiança. Neste artigo, vamos abordar os principais erros ao tentar registrar uma marca ou patente, explicando como evitá-los e por que isso é tão importante para quem está no início da jornada empreendedora.
1. Não realizar uma busca de anterioridade
Esse é, sem dúvida, um dos equívocos mais frequentes e graves. Antes de solicitar o registro de uma marca ou o depósito de uma solicitação de patente, é imprescindível realizar uma busca de anterioridade. Esse processo verifica se já existe registro ativo semelhante ou idêntico ao que você pretende proteger.
Ignorar essa etapa pode resultar na recusa do pedido, em ações judiciais e na perda de tempo e dinheiro. Além disso, lançar uma marca no mercado que já pertence a outra empresa pode resultar em danos à reputação e até em multas por violação de direitos.
Palavra-chave em destaque: pesquisa de anterioridade, registro de marca já existente, análise de patentes já registradas.
2. Escolher a classe errada no processo de registro
Tanto no caso de registro de marcas quanto de registros de invenções, a classificação correta é fundamental. O sistema de classificação organiza os produtos e serviços por segmentos — e, se você registrar sua marca na classe errada, pode acabar sem a proteção adequada.
Imagine que você tem um aplicativo de gestão financeira e registra sua marca como se fosse para uma empresa de consultoria presencial. Isso pode deixar sua marca vulnerável a concorrentes que atuam no mesmo mercado digital.
Palavra-chave em destaque: classificação de marcas, classes de patente, registro na categoria certa.
3. Fazer descrições genéricas e pouco técnicas
Outro erro muito comum é fornecer uma descrição vaga ou genérica do que se quer proteger. No caso da patente, o texto deve ser técnico, completo e descritivo o suficiente para que um especialista do setor entenda a invenção e sua aplicabilidade industrial.
No caso da marca, uma descrição imprecisa dos produtos ou serviços vinculados à ela pode limitar sua proteção legal. A consequência é que a marca registrada não abarcará o que, de fato, é explorado comercialmente.
Palavra-chave em destaque: descrição técnica da invenção, relatório descritivo de patente, detalhamento da marca registrada.
4. Tentar registrar sinais proibidos por lei
Muitos empreendedores, por falta de orientação, tentam registrar nomes genéricos, expressões de uso comum, símbolos nacionais ou até palavras que não têm caráter distintivo. Todos esses elementos são proibidos por lei para fins de registro.
O resultado é o indeferimento do pedido e, muitas vezes, o investimento perdido em todo o processo de registro. É essencial entender o que pode ou não ser protegido como marca registrada ou modelo de utilidade.
Palavra-chave em destaque: elementos proibidos na marca, critérios legais de patente, sinais distintivos válidos.
5. Não acompanhar o processo após o depósito
Muitos acreditam que, após o depósito, o pedido de registro de marca ou concessão de patente será automaticamente aprovado. Isso não é verdade. O processo passa por diversas etapas: exames técnicos, publicações em diário oficial, prazo para oposição de terceiros, entre outros.
Se o empreendedor não acompanhar essas fases, pode perder prazos, deixar de responder exigências do órgão responsável e ter o pedido arquivado. Por isso, é essencial manter uma rotina de monitoramento ativo do processo.
Palavra-chave em destaque: acompanhamento do processo, prazo de oposição, exame técnico de marca e patente.
6. Tentar registrar sem ajuda profissional
Embora o sistema de registro seja público e qualquer cidadão possa fazer o pedido, os detalhes técnicos e jurídicos envolvidos tornam o processo complexo e burocrático. Muitos empreendedores cometem erros por não contar com um profissional especializado, como um agente de propriedade industrial ou advogado da área.
Esse erro pode custar caro, seja por perder prazos, usar documentação incorreta ou não saber se defender em caso de contestação de terceiros. Investir em uma boa assessoria evita surpresas e aumenta as chances de sucesso.
Palavra-chave em destaque: consultoria para registro de marca, especialista em patentes, assessoria jurídica em propriedade intelectual.
7. Subestimar o valor da proteção legal
Alguns empreendedores acreditam que o registro é um detalhe menor e que podem “fazer isso depois”. Acontece que, nesse meio tempo, outro profissional pode registrar a mesma marca ou ideia e obter os direitos sobre ela. O que era seu projeto pode acabar se tornando o diferencial competitivo do concorrente.
O direito de exclusividade só é garantido a quem registra primeiro. A omissão pode resultar em prejuízos financeiros, perdas de investimento em marketing e até necessidade de mudar o nome da empresa ou reformular o produto.
Palavra-chave em destaque: direito de exclusividade, prioridade de registro, propriedade intelectual estratégica.
8. Registrar apenas no Brasil e ignorar o mercado internacional
Com o avanço da tecnologia e a digitalização dos negócios, muitas marcas e produtos ganham visibilidade internacional rapidamente. E, nesse cenário, não proteger a marca ou a invenção em outros países pode ser um grande erro.
O empreendedor que deseja exportar ou operar em outros mercados deve considerar o registro internacional de marca ou o depósito de patente no exterior. Existem tratados que facilitam esse processo, como o Protocolo de Madri e o Tratado de Cooperação em Matéria de Patentes (PCT).
Palavra-chave em destaque: registro internacional de marca, patente PCT, proteção global da inovação.
9. Acreditar que tudo pode ser patenteado
Nem toda inovação pode ser protegida por uma patente de invenção ou modelo de utilidade. Existem regras e critérios técnicos bem definidos, como novidade, atividade inventiva e aplicabilidade industrial. Softwares, por exemplo, têm um tratamento específico e, muitas vezes, são protegidos por direito autoral, e não por patente.
Registrar algo que não se enquadra nos critérios pode significar perda de tempo e indeferimento imediato. Por isso, antes de iniciar o processo, é importante avaliar se a criação pode ser protegida legalmente e qual é o instrumento jurídico mais adequado.
Palavra-chave em destaque: o que pode ser patenteado, critérios para modelo de utilidade, direito autoral x patente.
10. Esquecer de renovar o registro
Tanto marcas quanto patentes têm prazo de validade. Marcas, por exemplo, têm validade de 10 anos e podem ser renovadas indefinidamente. Patentes de invenção têm validade de até 20 anos e os modelos de utilidade, até 15 anos.
Muitos esquecem de renovar esses registros ou não pagam as taxas de manutenção, o que resulta na perda dos direitos legais. A vigilância contínua é parte fundamental da proteção do patrimônio intelectual.
Palavra-chave em destaque: validade da marca registrada, prazo de patente, renovação de direitos autorais e industriais.
Conclusão
Proteger uma marca ou uma invenção é muito mais do que um simples passo burocrático: é uma estratégia essencial para consolidar a identidade da empresa, manter a competitividade e evitar que terceiros se apropriem daquilo que você construiu com esforço e inovação.
Evitar os principais erros ao tentar registrar uma marca ou patente é uma responsabilidade que todo empreendedor deve assumir desde o início da jornada. Buscar conhecimento, contar com apoio especializado e entender os aspectos legais da propriedade intelectual são atitudes que fazem toda a diferença.
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